Tudo (ou quase tudo) o que se sabe até agora sobre Dragon Quest III HD-2D Remake


No dia 18 de junho, a espera de anos chegou ao fim: durante a transmissão do Nintendo Direct, foi revelada uma data de lançamento para o tão aguardado, Dragon Quest III HD-2D Remake. O consagrado RPG, responsável por construir o legado de sucesso da franquia, faz a sua estreia nos consoles e PC em 14 de novembro de 2024.

Na tentativa de amortecer a ansiedade pela espera do jogo, procurei reunir em um único artigo, todas as informações que pude encontrar por meio de veículos jornalísticos e vídeos de impressões feitos por influencers convidados pela Square-Enix para testarem o remake em primeira mão. 


A demo de Dragon Quest III HD-2D Remake e o seu conteúdo

O jogo é lindo até no logo!

Se você tem acessado o YouTube nos últimos dias, após o anúncio do game na Direct, deve ter reparado na grande quantidade de canais dedicados a games postando vídeos de primeiras impressões sobre o vindouro remake. Bom, a Square-Enix convidou alguns jornalistas e influencers para experimentarem o jogo em portas fechadas, e como deviam estar sob embargo, não podiam falar nada sobre, até que fosse lançado o primeiro trailer oficializando a coisa toda. 

De acordo com múltiplas fontes, a duração do trecho disponibilizado para se jogar tinha em média de 30 a 45 minutos, compreendendo uma parte bem inicial da aventura, quando o herói e sua trupe formada por uma guerreira, um feiticeiro e uma clériga, partem da cidade de Aliahan em busca da "Thief's Key", localizada na Dreamer's Tower, uma dungeon que permanece curtinha, como era no original.

Uma espiadinha na parte final da "Path of Promise"

No que diz respeito as batalhas, elas continuam sendo iniciadas por encontros aleatórios ao caminhar no mundo aberto ou em dungeons. O sistema de turnos, marca registrada da franquia, também permanece inalterado no remake, porém, é possível ver os personagens de corpo inteiro antes de comandá-los ao ataque. Após selecionados os comandos, apenas se vê o inimigo em tela e os efeitos de ataques físicos e mágicos desferidos, como acontece na maioria dos jogos mais antigos da saga.

Agora podemos ver não só os personagens, como também as armas que estão usando

Ainda sobre o combate, há opção de alterar a velocidade para torná-los mais dinâmico e economizar tempo na hora de ganhar experiência — uma melhora de qualidade de vida, muito bem-vinda, para que possamos mudar logo a classe dos nossos companheiros de trupe. Outro detalhe interessante, para deixar o jogo mais amigável, é a possibilidade de usar a magia de teletransporte "Zoom", em qualquer lugar, inclusive dentro das dungeons.

E as chamadas "melhorias de qualidade de vida" não param por aí, pois de acordo com o jornalista da IGN Japan, Hiroshi Noguchi, que testou o game em primeira mão na Summer Game Fest, existem outras pequenas novidades, como a adição de um minimapa, onde os próximos objetivos estão devidamente sinalizados, além de um recurso para memorizar falas de NPCs.

O jogo que aprendemos a amar, só que mais bonito e amigável

Ao menos, é essa a sensação que ficou para mim, depois de assistir dezenas de vídeos de impressões, conferir inúmeras vezes o trailer de lançamento e ler alguns artigos relacionados. Tenho consciência que nada disso substitui a sensação única de experimentar a parada por si próprio, mas como a Square-Enix nem sabe que existo, fico agradecido por outras pessoas compartilharem das suas experiências. 

Saca só, a classe "Domador de Monstros" marcando presença no remake

É perceptível em todo material divulgado até agora sobre o remake, o cuidado com que o time de desenvolvimento tem tratado esse projeto, que inclui além do Team Asano da própria Square-Enix, o suporte da desenvolvedora, Artdink. Porém, como sempre, nem tudo são slimes fofinhos caminhando pelos campos verdejantes, pois novamente o nosso bom e velho português foi ignorado dentre os idiomas em que o jogo estará disponível. 

Infelizmente, uma oportunidade perdida, seria uma ótima chance de popularizar a franquia por essas bandas, assim quem sabe não teríamos tanta dificuldade em encontrar produtos relacionados a Dragon Quest no Brasil. Quem sabe no Dragon Quest XII: Flames of Fate, a gente não realiza esse sonho de um jogo principal da saga devidamente localizado.


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