O começo da minha história com Dragon Quest

Do meu extenso leque de histórias com Dragon Quest, a do meu primeiro contato com a franquia é uma das minhas favoritas, daquelas que não me canso de contar em rodas de amigos. Daí que me veio a ideia de compartilhá-la aqui no blog, para alcançar outros fãs, que como eu, guardam com carinho suas memórias. 


A primeira não tão feliz experiência 

Bem que eu queria poder dizer maravilhas sobre meu primeiro contato com Dragon Quest, mas infelizmente a experiência foi tudo, menos maravilhosa. Na época, eu devia ter por volta de uns 10 ou 12 anos, e começava a dar os primeiros passos no campo da emulação de jogos. 

Dentre os consoles que mais emulava, estava o Super Famicom da Nintendo, a casa de grandes sucessos da indústria de jogos japonesa, o que incluía franquias de RPG, como Final Fantasy e, claro, Dragon Quest! Apesar de entender muito pouco do gênero e, praticamente nada de inglês ou japonês, ainda assim, tentava me aventurar em jogos do tipo. 

E foi numa dessas tentativas experimentando diferentes jogos no emulador de Super Famicom, que me deparei com um tal de Dragon Quest V, o quinto capítulo, da famosa franquia de games sobre a qual havia lido inúmeras vezes em revistas especializadas em videogames. 

Fã declarado de Dragon Ball e do estilo artístico de Akira Toriyama, estava determinado a jogar Dragon Quest V para ver clones do Goku e da Bulma trajados em roupas medievais lutando contra slimes, fantasmas, dragões e toda sorte de monstros esquisitos. 

No entanto, pouco depois de iniciar a aventura, veio a decepção: o jogo de visual bastante simples pouco lembrava a arte de Toriyama presente na caixa e nas revistas de videogames. Os controles pareciam truncados, a tela de combate incompreensível, os personagens sequer apareciam lutando e, por fim, tudo estava em... JAPONÊS! 


Tudo em japonês!? É sério isso produção?


Uma segunda chance para Dragon Quest

Os anos se passaram e mesmo tendo me frustrado com Dragon Quest V, não deixei de acompanhar a franquia por meio de revistas de videogames e sites de notícias – ainda que naquela época a minha conexão de internet fosse bem limitada. O anúncio de Dragon Quest VIII, acompanhado de suas primeiras imagens, numa edição da revista Super Game Power de 2003, foi um ponto de virada para mim. O aspecto visual do game parecia incrível graças aos gráficos em Cel Shading e, além disso, seria um exclusivo de PlayStation 2, o único console que eu tinha naquele tempo. 

Por sorte, quando finalmente pude colocar as minhas mãos em DQVIII, todas as minhas expectativas foram atendidas! O jogo, além de belíssimo, fazendo jus aos desenhos de Toriyama, estava localizado em inglês – o que o tornava, ao menos, jogável para mim. Depois de poucas horas de jogatina, já estava encantado com aquele novo mundo colorido e povoado por personagens carismáticos. 

Apesar de nunca ter concluído o game naquela época, cheguei a acompanhar o meu irmão jogando em porções mais avançadas da história principal, pelo menos até o dia em que a mídia pirata que usávamos para jogar DQVIII resolveu parar de funcionar. 


Wow! Nice Graphics!


Novos horizontes, novas possibilidades

Após Dragon Quest VIII, levou um bom tempo até que pudesse jogar outro game da franquia numa plataforma mais moderna, o que de fato só ocorreu em 2012, quando um amigo me emprestou sua cópia de Dragon Quest VI para Nintendo DS. 

Mesmo tendo o portátil da Nintendo em mãos, era muito difícil encontrar títulos da franquia Dragon Quest nas grandes lojas de varejo da minha cidade, então nunca tive muitas oportunidades de adquiri-los. Exceto, por uma vez, em que quase comprei DQVI de DS, mas estava sem limite no cartão de crédito e tive que devolver o jogo na prateleira da loja... Voltei para casa envergonhado e choroso nesse dia. 

Mas a vida é uma verdadeira caixinha de surpresas e vez em quando nos reserva gratas surpresas, daquelas que sequer poderíamos imaginar! Tempos depois – e bota tempo nisso –, em 2018, este que vos escreve foi parar no Japão, graças ao novo emprego da esposa, e finalmente pôde realizar dentre muitos sonhos: o de adquirir toda série principal de jogos da franquia Dragon Quest, além de alguns spin-offs. 


Garantir DQXI S no lançamento foi uma das alegrias de morar no Japão


Começo de um sonho... E deu tudo certo!

Bom, vivendo por um ano e nove meses no Japão, tive muitas oportunidades de viver o fenômeno Dragon Quest em sua terra natal. Costumo dizer que sofri – no bom sentido – uma overdose de conteúdo relacionado a franquia. Só me arrependo em parte de não ter tirado mais fotos das minhas visitas a lojas de videogames, mas em respeito às diretrizes de privacidade desses espaços, acabei deixando pra lá. 

Vejamos, no entanto, o lado positivo de tudo isso, já que mesmo sem tantos registros fotográficos, ainda tenho a minha memória em dia para escrever esses textos repletos de boas lembranças. Acho que não fosse por essas vivências o “Eu não sei onde fica o Norte” jamais teria existido. 

Esse relato acabou ficando mais longo do que imaginava, mas espero que tenham gostado de conhecer parte da minha história com Dragon Quest e como tudo começou para mim. 

Nos vemos numa próxima! Até lá.

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