Os 40 anos de Dragon Quest: Memórias dos fãs


Não é todo dia que uma franquia de jogos, especialmente uma de RPG, consegue alcançar a marca de 40 anos de vida, não é mesmo? Por essa razão, a equipe do "Eu não sei onde fica o Norte" formada pelo time de um homem só, recorreu aos seus preciosos seguidores para que eles falassem um pouco do seu carinho pela franquia e desejassem os parabéns pelo aniversário de 40 anos de Dragon Quest. 

São 9 depoimentos repletos de belíssimas memórias com a consagrada franquia encabeçada por Yuji Horii, Koichi Sugiyama e Akira Toriyama. De novatos a veteranos, cada qual com a sua história, esse seleto grupo de fãs tem muito a dizer.  


Tudo começou com um Pequeno Herói 


O Caio todo orgulhoso com seu Switch e DQVII Reimagined

"Dragon Quest me traz  lembranças felizes de sábados assistindo Dai no Daibōken na televisão e eu tentando associar o que assistia com os jogos de NES. Depois em outra fase (da vida), jogando Dragon Quest VIII, o primeiro que salvei entendendo toda a história e me emocionando com os personagens. Agora, parando para pensar, Dragon Quest sempre fez e sempre fará parte da minha vida. Feliz quarenta anos para Dragon Quest e para mim! Que venham cada vez mais aventuras!"

Caio Martins de Araújo (Desenhista e Instrutor de artes)


O feliz encontro com Dragon Quest XI


Yamato é só alegria com Dragon Quest XI em mãos

"Olá pessoas, minha história com Dragon Quest é uma história de insistência e amor. Eu começo muito novo usando emuladores para jogar os primeiros títulos da franquia e não entendia muito do que estava fazendo, só mais pra frente eu tento jogá-los novamente e fico um pouco melhor. E quando eu pensava ter me esquecido de Dragon Quest, a Netflix me surpreende e solta um filme, que é bem divertido e reascende a chama do desejo de me tornar um cavaleiro que luta contra as forças do mal!

Ainda sobre a minha relação com Dragon Quest, certo dia, encontrei numa venda de garagem uma cópia em bom estado de Dragon Quest XI para PlayStation 4! Fiquei na dúvida se o comprava ou não, mas acabei decidindo por pegá-lo e foi a melhor escolha que fiz. O jogo parece um enorme guia para iniciantes no gênero RPG e tem a arte incrível do Toriyama-sensei.. Por sorte, também tive o apoio de um grande amigo que me incentivou a continuar jogando e me fez mais confiante na minha jornada de herói nesse RPG a moda antiga." 

Yamato Bernardo Leandro (Produtor Cultural e Historiador)


Dragon Quest é sobre se aventurar e aproveitar a jornada

O sorriso de quem joga Dragon Quest

"Dragon Quest é uma grande fantasia, onde contos de fada se tornam realidade! Uma série que consegue nos colocar na pele do protagonista, enquanto vamos conhecendo um mundo rico tanto em narrativa quanto de personagens únicos, nos fornecendo momentos de alegria, tristeza e principalmente de superação, mostrando que o importante não é só o final do game e sim a sua jornada!"

Luís Gustavo Guedes Evangelista (Designer Gráfico)


Dragon Quest V: O jogo de uma vida 

O favorito do Fabio é também o de Yuji Horii

"Dragon Quest não foi meu primeiro RPG. Eu passei reto por ele durante a era do Famicom. Mas foi a primeira fita que comprei com meu próprio dinheiro. 

Estávamos na era do SNES, meu primeiro cartucho tinha sido Zelda - A Link to the Past, e eu procurava algo parecido. Comprei Secret of Mana 2, mas ainda não me tocou. Encontrei a fita de Dragon Quest 1-2 na Haikai, loja da Liberdade de produtos japoneses. Comprei com meu dinheiro trabalhando como office boy, com uns 14, 15 anos. Joguei por muito tempo, mesmo sem saber ler tanto japonês assim.

Anos depois, já vivendo no Japão, comprei Dragon Quest 5, um dos jogos da minha vida. Pela primeira vez, eu senti lágrimas correrem em uma cena em pixel art, durante a gameplay. Papas é um pai excepcional. E toda a trama de sacrifícios e de família é algo que nunca imaginei ver em uma história de ação.  

Depois disso, eu vivi dois lançamentos de Dragon Quest quando ainda tinham filas no primeiro dia.

A simplicidade direta e as tramas tão precisas são o que marcam a franquia para mim e o que a distancia de outros JRPGs que existem. É uma franquia lapidada, para parecer uma gema perfeita, sem precisar florear para ser uma joia ímpar. 

E não se engane: só existe um final feliz em Dragon Quest 5. As outras opções são tentações do Rei Demônio."

Fabio Sakuda (Tradutor)


A primeira aventura nem sempre é fácil!


Omar ostentando parte dos seus tesouros 

Dragon Quest é um game que cresceu em meu coração aos poucos, sempre gostei de JRPG, principalmente por conta de Chrono Trigger e Final Fantasy. Quando eu era um jovem gafanhoto e explorador dos recantos obscuros da internet, buscando roms e emuladores, principalmente de Super Nintendo, volta ou outra eu me batia com Dragon Quest, jogo que tinha ouvido falar por uma pequena sessão de dicas em uma revista de jogos falando sobre Dragon Quest I e uma pequena review de Dragon Quest VII, mas às vezes que tentei me aventurar no Dragon Quest, principalmente o 1 do Super Famicom, ele era terrivelmente difícil, então eu o deixava de lado, mas sempre com aquele olhar curioso um tanto frustrado. 

O fogo voltou a acender anos depois graças ao meu bom amigo Pedro Corujeira que era fã da franquia e que sempre me falava um pouco a respeito, isso culminou em uma oportunidade de comprar o Dragon Quest VI, versão do Nintendo DS, para finalmente exorcizar meus fantasmas e apreciar a experiência.

Bom, missão realizada com sucesso, hoje em dia sou um amante da franquia, voltei ao Dragon Quest I-II e os zerei. Atualmente com Dragon Quest XI para jogar e com os remakes na fila de compras, posso dizer que Dragon Quest sempre me traz uma sensação muito agradável de nostalgia ao jogar um RPG clássico com todos os elementos muito bem estruturados, que aposta em seu formato consolidado.

Recomendo pra qualquer amante de JRPG... É mergulhar na história do gênero! Amo Dragon Quest pelo que ele é, uma pérola histórica, com muito estrada pra trilhar ainda.

Omar Zaldivar (Roteirista)


As grandes aventuras de Dai e David


Seria David um discípulo de Avan?


Falar de Dragon Quest: The Adventure of Dai, ou Dai no Daibōken, conhecido no Brasil também como Fly, é falar de uma obra pela qual tenho grande apreço. A primeira adaptação da Toei marcou muito a minha infância. Eu era muito novo quando assisti, mas lembro que aquela história tinha uma dinâmica diferente de outros shōnen que eu acompanhava na época, como Cavaleiros do Zodíaco, Dragon Ball e Yu Yu Hakusho.

Naturalmente, Dai no Daibouken também apresenta elementos clássicos do shōnen, como o grupo de heróis que enfrenta inimigos cada vez mais poderosos, o crescimento progressivo dos personagens e as batalhas carregadas de intensidade. No entanto, havia algo muito particular naquela narrativa: a sensação clara de jornada do herói. Dai começa como um personagem ainda em formação, com poderes a desenvolver, sem plena consciência do próprio potencial e inserido em um mundo muito maior do que ele. Essa progressão, da origem simples até os grandes conflitos contra forças ameaçadoras, sempre me chamou muita atenção.

A versão antiga ficou marcada justamente por apresentar esse universo de fantasia, aventura e crescimento pessoal de uma forma muito envolvente. Eu gostava dos personagens, das lutas, da atmosfera da história e da construção daquele mundo. Para a época, as cenas tinham bastante impacto, e a obra conseguia transmitir bem a ideia de aventura contínua, com descobertas, perdas, superações e vínculos entre os personagens.

Ao mesmo tempo, sempre ficou uma frustração: o anime antigo não adaptou a história completa. A narrativa foi interrompida antes dos acontecimentos mais importantes da obra, e, no Brasil, a exibição também foi bastante limitada. Assim, durante muito tempo, a sensação era a de que aquela aventura nunca havia recebido o encerramento que merecia. Anos depois, quando tive contato com o mangá, pude finalmente conhecer a história completa. A leitura respondeu a muitas curiosidades, mas também reforçou uma vontade antiga: ver toda aquela trajetória adaptada em anime, do início ao fim.

Por isso, quando a nova adaptação foi anunciada, foi uma notícia muito especial para mim. A Toei conseguiu entregar uma versão muito bonita, respeitosa e bem realizada. A nova animação valorizou as cenas de luta, os golpes, os momentos dramáticos e a evolução dos personagens. Além disso, a obra ganhou outra força ao apresentar melhor seus conflitos, seus antagonistas e suas relações internas. Um dos aspectos mais interessantes de Dai no Daibōken é justamente a forma como a narrativa trabalha personagens que não são apenas bons ou maus de maneira simples. Há rivalidades, redenções, vínculos inesperados e trajetórias de amadurecimento que tornam a história muito mais rica.

A nova versão também permitiu acompanhar com mais clareza a dimensão emocional da obra. Embora Dai seja o protagonista, muitos personagens secundários têm momentos memoráveis e, em alguns casos, até mais marcantes do que os dele. A história consegue equilibrar aventura, amizade, sacrifício, coragem e amadurecimento, sem perder o ritmo característico de um bom shōnen. Há batalhas grandiosas, mas também há construção afetiva, conflitos internos e cenas que permanecem na memória de quem acompanha.

Outro ponto que tornou essa experiência ainda mais significativa foi o contexto em que o anime foi exibido. A nova adaptação teve cerca de 100 episódios e foi transmitida praticamente ao longo de toda a pandemia, com poucas interrupções. Para mim, assistir a Dai no Daibōken semanalmente naquele período teve um valor muito particular. Era uma fase difícil, marcada por incertezas, mudanças de rotina, desgaste emocional e preocupação constante. No meio disso tudo, o anime se tornou uma espécie de encerramento da semana.

Eu costumava assistir aos episódios na sexta à noite, geralmente como o último anime da sequência que acompanhava. Fazia isso justamente para deixar Dai por último, como um momento de pausa, nostalgia e respiro. Depois de uma semana difícil, sentar para assistir àquela história era quase um ritual pessoal. Era uma forma de revisitar uma memória da infância e, ao mesmo tempo, acompanhar uma versão nova, completa e muito bem produzida de uma obra que eu sempre quis ver concluída em animação.

Não tive tanto contato com os jogos da franquia Dragon Quest, mas li o mangá e assisti às duas versões do anime. Por isso, posso dizer que Fly tem um valor afetivo muito forte para mim. A versão antiga me apresentou aquele universo e ficou guardada junto com outras obras que marcaram minha infância. O mangá me mostrou a força completa da narrativa. Já a nova adaptação conseguiu unir essas duas experiências, entregando uma aventura completa, com começo, desenvolvimento e encerramento.

Para mim, Dai no Daibōken é uma obra especial porque atravessa diferentes fases da minha vida. Primeiro, como memória de infância; depois, como descoberta do mangá; e, por fim, como experiência semanal durante um período difícil. A nova versão trouxe uma sensação de realização, como se finalmente fosse possível concluir uma história que ficou suspensa por muitos anos na minha memória.

Por isso, meu depoimento é também uma forma de agradecimento à obra. Dragon Quest: The Adventure of Dai representa nostalgia, redescoberta, afeto e realização. É um anime que me acompanhou em momentos muito diferentes e que, por isso, ocupa um lugar muito especial na minha trajetória como fã de animação japonesa.

David Lopes (Professor e Mestre em Educação)



Dragon Quest VI: Amor à primeira vista 


Ninguém menos do que o criador do Cama Voadora

"Minha história com Dragon Quest começou antes da virada do milênio, mais precisamente em 1998. Em uma época onde os principais meios de comunicação ainda eram as revistas, jornais e a TV, ir até uma lojinha/banquinha de jogos era uma aventura a parte. E foi justamente assim que acabei conhecendo o que viria a ser o meu primeiro contato com os RPGs nos videogames. 

Em uma tarde de sábado meu pai ofereceu um novo cartucho de SNES, então prontamente fomos a Eletrônica Rizzo. Chegando lá, dentre os tantos cartuchinhos expostos em suportes de madeira, segurados por elásticos brancos, lá estava o famigerado Dragon Quest VI. 

Com uma arte e cores cativantes, o jogo prontamente ganhou o meu coração, porém ao ligá-lo no meu velho SNES, uma surpresa: Ele estava totalmente em japonês. A complexidade obviamente travou por muito tempo o meu progresso, afinal eu não precisava apenas saber qual opção fazia o que nas batalhas e interações, como também era necessário entender o contexto do que se passava ali para avançar. A limitação do idioma e a novidade da gameplay no entanto não me impediam de ouvir toda aquela sonoplastia hipnotizante enquanto vagava horas e horas por aquele mundo, tentando descobrir coisas novas na base da tentativa e erro. 

De lá pra cá o tempo passou, aprendi outro idioma e consegui acompanhar basicamente todos os episódios lançados até então, aproveitando cada detalhe das aventuras escritas por Horii-san. Hoje a série faz 40 anos e segue sendo um dos meus principais redutos para me perder em lugares aconchegantes, repletos de paz, como uma manhã de sábado cheirando a pão caseiro."

Leonardo Marques de Oliveira (Agente de Melhoria)


Aventureiro com alma de construtor


Paulo é pau pra toda obra em DQ Builders

"Quem diria né!? Dragon Quest e eu nos tornando quarentões no mesmo ano, mas com aura de jovens.

Bom, eu poderia dizer o básico sobre minha história com franquia como muitos outros já fizeram pela internet a fora e todo o blá, blá que tem por aí, mas aí vai um resumo de minha aventuras. Sempre gostei do traço do finado e saudoso Toriyama-sensei, ele foi uma inspiração para mim nos meus primeiros rabiscos na adolescência.

Em se tratando dos jogos com artes do Toriyama-sensei, apenas tinha tido contato na infância com alguns clássicos do SNES por meio de locadoras ou por emulação. Clássicos como os games de luta de Dragon Ball Z, o grande e aclamado Chrono Trigger e até mesmo o Go! Go! Ackman.

Dragon Quest veio muito mais pra frente na minha vida gamer nas horas vagas e de aventuras. Comecei pelo clássico Dragon Quest III por emulação. Experimentei um pouco do Dragon Quest 5 em sua versão mobile, amei o filme de animação 3D ambientado nos reinos desse mesmo jogo, sempre que dá eu faço um reprise dele e do meu amado "De volta para o Futuro".

Ainda em se tratando de títulos mobile, eu vivenciei aventuras em Dragon Quest of The Stars e ainda não me conformo que a dona Square-Enix nos tirou o acesso ao jogo encerrando seu servidor fora do Japão. Sinto saudades da época de farmar, grindar e jogar com jogadores aleatórios no Dragon Quest of The Stars.

Mas paixão real por Dragon Quest veio com a série Builders! O primeiro tem um lugar reservado e especial graças a sua história, atmosfera e simplicidade por nos proporcionar uma ótima experiência sandbox. Joguei, rejoguei e ainda vira e mexe eu ainda dou um replay nessa aventura pelas ruínas de Alefgard, a fim de reconstruir o icônico primeiro continente da saga.

Depois fiquei em uma incrível ansiedade para poder jogar o Dragon Quest Builders 2 e todas as suas possibilidades e aventuras. Demorou um tempo, mas eu consegui ter essa experiência e... que experiência incrível que tanto traz nostalgia do primeiro jogo quanto expande as possibilidades do que podemos fazer com seus quadradinhos de construção. Ainda sonho com a possibilidade de haver um Builders 3 algum dia.

Anos depois pude voltar ao Dragon Quest III, mas agora em reinos 2D-HD e... Como isso ficou bom! Pena que dona Square-Eenix esquece de nós quando se trata de traduzir seus games para o português. 

Acho que deixei da falar de outros títulos que joguei, mas não quer dizer que eles tem significado menor. Se depender de mim, espero poder jogar e comemorar mais aniversários de Dragon Quest nos próximos anos que virão por aí, que ainda possam ser incríveis os reinos de sonhos, os memoráveis e clássicos monstrinhos simpáticos nos traços do Toriyama-sensei e também suas histórias de superação, amizade, amor, diversão e lições de heroísmo.

Viva! Dragon Quest! Viva seus quarenta anos de existência e que possa haver muitos anos mais de possibilidades de nós levar aos seus incríveis mundos e suas histórias."

Paulo Victor Corrêa de Oliveira (Auxiliar de armazém)


Dragon Quest é sobre os altos e baixos da vida


Que espada que nada, o Pako é um herói de guarda-chuva

Conheci Dragon Quest bem cedo, lá pela época que Fly estreou no SBT, e rapidamente a série me cativou pelo quão humanos eram os personagens e o quanto era interessante aquele mundo e seus personagens. Só depois de anos descobri que aquilo era parte de algo maior e pouco a pouco fui conhecendo esse mundo e o poder do Dream Team dos designs maravilhosos do Akira Toriyama com as músicas envolventes do Koichi Sugiyama e os roteiros muito humanos do Yuji Horii. Pra mim, Dragon Quest sempre foi uma celebração de muitos altos e baixos que nos torna humanos então talvez por isso encontrar outros fãs e compartilhar experiências é uma das melhores coisas sobre Dragon Quest. 

Meu Dragon Quest favorito é o 7, meu personagem favorito é o Yangus e minhas subséries favoritas são Monsters, Rivals, Rocket Slime e Heroes!

Pako Murayama (Artista freelancer)


Ao final, os meus agradecimentos


Cada qual com seu favorito, né? Esse é o meu.

Eu criei o "Eu não sei onde fica o Norte" com o intuito de partilhar das minhas alegrias e descobertas sobre Dragon Quest com o máximo de pessoas possíveis. De lá pra cá, a página no Instagram que deu início a tudo isso completou no mês de maio 5 anos de existência com companheiros fiéis de jornada! Alguns deles, inclusive, gentilmente toparam participar dessa singela homenagem aos 40 anos de Dragon Quest.

Nem nos meus sonhos mais impossíveis, eu imaginava que chegaria tão longe com a minha empreitada de produção de conteúdo, afinal eu vivo nadando contra a maré, apostando em textos longos e com pouco manejo das redes sociais. Parte disso, se deve a limitações minhas, mas também há uma outra parte que insiste nesse formato por amor e fico feliz que tenha quem tire um pouco do seu precioso tempo para prestigiar o meu trabalho. 

Que eu possa estar aqui para os próximos aniversários da franquia, vibrando junto com vocês, repleto de saúde e esperança de dias melhores. Vocês são o combustível para que eu continue amando o que faço.

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